Arquivo da categoria ‘Devaneio’

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Campo Militar

Julho 9, 2008

Estou em um campo militar com novos soldados de 2a classe, sem uniforme e com cabelo grande. Tenho de me esconder, achar outra roupa de educação física. Quando saio, minha turma de Sgt está em forma. Entro em forma mas não posso obedecer aos comandos e digo isso ao comandante.

Me junto aos Sd 2a Classse. A comandante nos faz correr. Eu estou na frente. Há um campo de futebol onde os oficiais jobam bola. Eu deixo algumas moedas num canto para buscar depois. Na volta eu as pego antes de alguém da minha turma.

Abraçado com uma moça, ela é carinhosa, estamos muito próximos e ela quer dizer alguma coisa mas não diz.

Numa casa imunda, passo em frente ao A7 e ele está demolido até o 3o andar. Nós nadamos na piscina.

Depois, dentro do carro com pessoas, Alisson, Alan, e há uma garota sentada do lado de fora do portão com uma coruja branca. A coruja voa até o carro. Eu assobio e ela pousa no meu braço mas é muito pesada.

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Quatro pares de criaturas

Julho 4, 2008

Na área uma mulher tenta me matar com uma faca grande, e um cara também.

Criaturas pequenas. Estação de Venda, abrir 10% em manual. No mar, atacado por piratas. Edu me pede 4 pares de criaturas mas eu não quero dar, pois acho que elas vão morrer. Uma válvula pequena tem que ser levada até a Estação de Medição.

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Trabalho Escola

Junho 27, 2008

Entro na escola abarrotada, mas na verdade é o serviço. É sábado e está um escarcéu. Entro na sala e vou me sentar na fila da direita. Minha mochila cai no chão. Sugiro que todos devíamos trocar com o grupo de Sofia com uma semana de diferença.

Eduardo bate cartão na entrada e um outro cara.

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Índios Rebeldes

Junho 27, 2008

Conheço um cara na floresta com uma bicicleta que voa. Ele me empresta e eu sobrevôo uma pequena mata. Há uma juíza e uma outra mulher dentro de um carro na mata. Encontro uma chave e uma pequena escova sobre o guarda-roupas. Converso com o cara da bicicleta, coloco a chave na varanda da casa de minha avó.

Índios escravizados destroem a floresta e constroem ocas com os bagaços. Eles se rebelam e alguns vão buscar lanças para lutar. Um chefe desafia o índio grande e o vence, depois joga o corpo de cima de uma arquibancada.

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Índios do Passado

Junho 24, 2008

Vários episódios se sucedem de forma dispersa. Viajo a trabalho para o Rio e me hospedo em um grande hotel em estilo clássico que fica no alto de um morro que pode ser visto de toda a cidade. Havia um saguão central aberto, no qual um jardim rodeava pequena praça com um banco em concreto de linhas delicadas. Não demoro a conseguir uma condução, um ônibus, para ir até o litoral. Estou na companhia de duas pessoas, lembro de olhar para o alto, e poder ver o hotel a uma grande distância. Estas duas pessoas coletariam bactérias para seu trabalho.

Um aeroporto lotado, e uma criança que viajará sozinha, para algum lugar distante. Era uma menina.

Em meio a uma densa floresta, pedaços de isopor são atirados num rio bastante largo. Há muitos índios nesta floresta, e eles usam os pedaços finos de isopor como bóias para navegarem agarrados aos pedaços. Uma grande tragédia irá acontecer, eu sei disso com certeza. Parece ser o ao de Mil e Quinhentos. Eu sigo acompanhado por alguns dos habitantes naturais do local. Chego a um manguezal que se estende por uma grande distância na direção da praia, sem que se a pudesse ver. Os índios me dizem o nome daquele local, e eu compreendo que é Copacabana. Mas ninguém seria capaz de associar este local do passado com sua imagem do presente. São apenas árvores e às vezes uma vegetação baixa cobrindo o lamaçal. Os índios fogem todos de um massacre que será feito por pessoas brancas, poucos, quase nenhum, será capaz de escapar.

Eu e minha namorada chegamos ao meu antigo local de trabalho, mas não lembro porque estávamos lá. Abaixo-me para me esconder de meu antigo chefe Edin, que é sempre muito agradável comigo, mas não quero incomodá-lo. Peço à atendente que chame algum técnico, mas tenho enorme dificuldade de me lembrar de o nome de qualquer um deles.

Davi liga pelo celular para algum lugar, estamos planejando sair, os dois casais, para comermos fora. Quando já estamos em uma casa, vejo que uma das grandes telhas quadradas é retirada e eu posso ver o homem que a retirou.

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Lugar Maldito

Junho 23, 2008

Lembro me de já ter tido este sonho há bastante tempo, ou pelo menos um que o precedesse. Mas esta sensação me ocorria vagarosamente à medida que percorria as veredas horríveis daquele lugar amaldiçoado. Quando dei por mim, após vários fatos estranhos, estava meio que acordando. Algumas pessoas estavam a minha volta, talvez duas dúzias delas. E a meu lado uma pessoa conhecida. Não recordo de muitas palavras. Do alto da torre era possível ver lotes, às vezes vagos, ou com pequenas construções em destroços. Num destes, um homem violentava uma mulher desnuda. Tudo era cinzento, fosco. Eu não tinha uma noção exata de coisa alguma. Tudo estava enevoado, e minha consciência era baixa. Estava assistindo a tudo em primeira pessoa, sem qualquer personalidade ou atitude. Mas eu sabia que nada daquilo era bom. Que estávamos todos em uma masmorra novamente, e que infelizmente eu já havia passado por aquilo, naquele lugar. De alguma forma eu sabia.

Quaisquer criaturas, ou pessoas talvez, nos empurraram para que descêssemos até o solo. Eram guardas a receber-nos como foragidos, prisioneiros. Mas nenhum de nós estava acorrentado ou preso de verdade. Apenas nos sentíamos indefesos diante de tudo, confusos e fracos, como se tivéssemos acabado de acordar de um longo sono, com nossos corpos despreparados para responder às ameaças, e nossas cabeças atordoadas diante do ambiente dantesco. Daí em diante quase tudo se apaga, talvez felizmente para mim, e quando as cenas novamente se desenrolam, eu corro tanto quanto posso. Em meio a arbustos, por vielas íngremes e secas próximo a um grande vale como que escavado, largo e com seu fundo plano, poeirento. Neste caminho pergunto a um homem sujo como todos aqui, se ele conhece quem eu procuro, e digo como ela é, baixa, magra com cabelos negros. Ele diz com seu jeito tosco e grosso que já viu alguém parecido, e aponto para as ruínas na direção do vale.

Esgueiro-me entre os marcos sem portas. Olho rápido dentro de cada cômodo e tudo exala luxúria e nojo. Embora pareça apenas um bordel, eu sei que se prestasse atenção, não suportaria nem mesmo respirar naquele lugar, era preciso ser rápido ao estar ali. Tudo poderia me contaminar, tirar minha consciência e então eu me perderia. Continuo a vagar entre os quartos até que no fundo de um deles, no escuro vejo uma mulher prostrada. Tão torpe ela estava que não poderia se levantar. Ela não possuía mais a forma humana, sua cabeça era quadrada, como se tivesse sido prensada e inchado muito. Não era capaz de juntar palavras. Tudo que a cercava estava podre e morto, ela também de certa forma. Acho que um homem que estava no quarto saiu assim que entrei, mas não o vi diretamente. Não senti cheiro algum, não senti nojo diretamente, mas eu estava num estado especial, e sabia que estava lá para fazer algo.

Deitei-me a seu lado numa espécie de tapete ou colchão que parecia ser mais um grande animal morto, uma carcaça coberta de vermes. Uma substancia gelatinosa cobria este colchão, e também parte do corpo nu desta mulher que eu procurava. Ninguém jamais suportaria estar neste lugar, a não ser que não fosse mais humano, e ela não era, há muito tempo.

Eu não estava triste, eu estava fazendo aquilo que eu tentava desde que havia chegado naquele lugar, eu tentava sair de lá. E por muito tempo não pude já que não poderia deixar esta mulher, agora despida de qualquer humanidade, sozinha neste maldito mundo de sombras. Fiz um sinal para o homem que agora estava de pé junto à saída do quarto, o sinal de uma arma disparando. Não vi a arma chegar à minha mão, a esquerda eu acho.

Ela estava calma, mas ainda balbuciava murmúrios como um animal. Então, só me lembro de sentir ou imaginar o disparo, apenas um disparo, contra nossas cabeças.