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Subindo a rua

Julho 11, 2008

Estava em um micro-ônibus, que se parecia com um pequeno vagão de metrô, inclusive as janelas que se abem apenas na parte de cima do vidro, e em um pequeno ângulo para dentro.

Subia a rua principal do bairro onde moro, na direção do centro da cidade. Na parte mais alta da rua, o motorista se deparou com um cruzamento em T, e virou para a esquerda em velocidade alta. Passamos a descer e percorrer rapidamente pequenas vielas, dentro do que era um clube de tenis ou golf. Aparentemente aquela rota devia servir para pegar as pessoas que eram sócias do clube.

Depois de sair do clube, eu desci do ônibus e entrei em um hospital que ficava à direita na mesma rua. Passei pela recepção e virei à direita numa pequena sala ou salão. Vi então meu professor de Esperanto neste espaço. Ele estava conversando com um rapaz, e parecia querer esquivar-se de mim, fingir não me ver ou não me conhecer. Eu aguardei que ele terminasse sua conversa, mas ele fez menção de fugir. Eu fui até ele para cumprimentá-lo, e acabei fazendo rapidamente, porque ele tentava fugir de alguma forma desse encontro. Entendendo isto, eu saí também rapidamente, passei pela recepção, e a recepcionista me observou enquanto eu saia.

Me vi então tendo acabado de descer a rua principal, e saí num cruzamento desta com uma avenida grande e movimentada mas de aparência acabada, periférica. Meu objetivo era continuar na mesma rua, do outro lado da avenida. Nesta continuação, havia um beco à esquerda que eu deveria seguir, que era um pequeno aclive.

Uma moto descia a rua em meu encontro, e quando estava já no beco, o motoqueiro me entregou um pacote, uma caixa pequena, e me disse que eu deveria dizer que a caixa era para mim, porque os policiais estariam atrás dele.

Os policiais logo chegaram num veículo e me questionaram sobre o que eu portava. Eu informei que o motoqueiro havia me entregado, dizendo que era para mim. O policial que me atendeu era jovem e disse que eu precisaria de uma testemunha para confirmar o que havia dito. Eles pareciam já conhecer o motoqueiro como um traficante. E eu realmente tinha tido a impressão de que haviam drogas na caixa.

O motoqueiro que até então fazia parte da cena foi embora, e eu segui com os policiais porque fiquei com receio de represália. Eles pararm numa rua logo a frente, para encerrar ainda uma outra ocorrência que tinha sido solicitada pelas pessoas de uma casa, que acabavam de chegar ao lugar.

Dentro da viatura, que era parecida com uma van, um outro policial de mais idade, negro, cujo nome eu perguntei mas não consegui me lembrar, mas que teria sido meu aluno no curso de cabo, me cumprimentou e conversamos um pouco. Pedi carona para o motorista da viatura que não quiz me ajudar.

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