Posts de Junho, 2008

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Outro incêndio

Junho 28, 2008

Manhã de ontem, acordei e me recordava bem.

Estava na refinaria, e iria treinar a unidade de tratamento de águas. Outro operador, Ton* estava me acompanhando e passamos na rua em frente à unidade 40. Vejo o SGT Far* que está verificando alinhamentos na tubovia para sua unidade ( ele não trabalha lá ), eu brinco com ele que responde em tom meio sério, meio brincalhão.

Dentro de uma sala, o operador Wa* retira o corpo de uma bomba, e eu posso ver dentro dela um vão como a seção de um cilindro fosse cortada em V. Um rapaz, terceiro, irá realizar um trabalho em uma de duas outras bombas nesta mesma sala, que estão perpendiulares à primeira, e há hastes com as botoeiras ao lado.

Eu vejo uma das bombas ser bloqueada e o rapaz se aproximar dela, a que fica mais à esquerda de onde estou agaixado, perto de alguém. Digo que essa situação é perigosa, que mesmo com uma das bombas bloqueada, a outra ainda pode ser acionada, e simulo bater na botoeira da bomba para esclarecer o perigo. Assim que faço o gesto, a bomba começa a girar e eu apenas posso ver lateralmente que o trabalhador é subado pelo rotor e vai ser estraçalhado por ela.

As pessoas na sala entram em pânico e eu automaticamente saio correndo da sala, sigo pelo corredor à esquerda e desco um vão de escada também à esquerda próximo. Encontro com alguns empreiteiros que me perguntam oque aconteceu. Um deles olha para o corredor e vê o pânico enquanto digo que alguém se acidentou gravemente. Começam todos a correr em direção à saída do prédio. Saio também emseguida, e lá fora, o pavor é maior do que eu imaginava, parece que algo ainda mais grave aconteceu. Alguém me pergunta e eu percebo que tudo tem a ver com uma revolta dos terceiros contra os primeiros, e parece que o motivo é a diferença de salários.

Os terceiros começam a nos atacar. Eu subo na lateral de um prédio o mais rápido que posso. Me seguro em umas cordas de metal que estão dependuradas do alto do prédio e me balanço o máximo possível para não ser atingido pelos tiros. Todos correm na direção do portal 1. Bastante assustado eu sigo na direção da saída e percebo que estão atacando a portaria, estão incendiando-a.

Alguns operadores do meu setor estão próximos aos seus carros. Me aproximo também, vejo Ton* entrar num deles. Eu também entro no meu carro mas ele não liga de primeira, e mesmo depois de ligar, ele falha várias vezes enquanto tentamos fugir do local e voltar para a casa de operação.

Chegando lá, eu olho de volta na direção do P1 e vejo as chamas. Mostro para as pessoas e elas olham também, o fogo está muito alto, há uma imensa coluna de fumaça que sobre várias dezenas de metros.

Um transexual negro e alto força E* e T* a fazer S.O. com eles, e vem na minha direção. Eu reajo, penso em uma forma de derrubá-la. De repente, ele some.

Há uma válvula pressurizada, esguichando gasolina e parece prestes a explodir. Devido a uma pequena explosão eu atravesso de umsalto uma construção por entre duas portas.

Há um manyfold com 4 válvulas acima de um fosso com água, e eu sei que tenho como alinhar água para uma dessas válvulas. Bloqueio então a válvula que alinha a gasolina que imediatamente para de esguinchar. Bloqueio a válvula que alinha o diesel na direção do ponto A, que está em chamas e alinho a água para a sucção da bomba que envia o diesel para o incêncio.

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Trabalho Escola

Junho 27, 2008

Entro na escola abarrotada, mas na verdade é o serviço. É sábado e está um escarcéu. Entro na sala e vou me sentar na fila da direita. Minha mochila cai no chão. Sugiro que todos devíamos trocar com o grupo de Sofia com uma semana de diferença.

Eduardo bate cartão na entrada e um outro cara.

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Índios Rebeldes

Junho 27, 2008

Conheço um cara na floresta com uma bicicleta que voa. Ele me empresta e eu sobrevôo uma pequena mata. Há uma juíza e uma outra mulher dentro de um carro na mata. Encontro uma chave e uma pequena escova sobre o guarda-roupas. Converso com o cara da bicicleta, coloco a chave na varanda da casa de minha avó.

Índios escravizados destroem a floresta e constroem ocas com os bagaços. Eles se rebelam e alguns vão buscar lanças para lutar. Um chefe desafia o índio grande e o vence, depois joga o corpo de cima de uma arquibancada.

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Índios do Passado

Junho 24, 2008

Vários episódios se sucedem de forma dispersa. Viajo a trabalho para o Rio e me hospedo em um grande hotel em estilo clássico que fica no alto de um morro que pode ser visto de toda a cidade. Havia um saguão central aberto, no qual um jardim rodeava pequena praça com um banco em concreto de linhas delicadas. Não demoro a conseguir uma condução, um ônibus, para ir até o litoral. Estou na companhia de duas pessoas, lembro de olhar para o alto, e poder ver o hotel a uma grande distância. Estas duas pessoas coletariam bactérias para seu trabalho.

Um aeroporto lotado, e uma criança que viajará sozinha, para algum lugar distante. Era uma menina.

Em meio a uma densa floresta, pedaços de isopor são atirados num rio bastante largo. Há muitos índios nesta floresta, e eles usam os pedaços finos de isopor como bóias para navegarem agarrados aos pedaços. Uma grande tragédia irá acontecer, eu sei disso com certeza. Parece ser o ao de Mil e Quinhentos. Eu sigo acompanhado por alguns dos habitantes naturais do local. Chego a um manguezal que se estende por uma grande distância na direção da praia, sem que se a pudesse ver. Os índios me dizem o nome daquele local, e eu compreendo que é Copacabana. Mas ninguém seria capaz de associar este local do passado com sua imagem do presente. São apenas árvores e às vezes uma vegetação baixa cobrindo o lamaçal. Os índios fogem todos de um massacre que será feito por pessoas brancas, poucos, quase nenhum, será capaz de escapar.

Eu e minha namorada chegamos ao meu antigo local de trabalho, mas não lembro porque estávamos lá. Abaixo-me para me esconder de meu antigo chefe Edin, que é sempre muito agradável comigo, mas não quero incomodá-lo. Peço à atendente que chame algum técnico, mas tenho enorme dificuldade de me lembrar de o nome de qualquer um deles.

Davi liga pelo celular para algum lugar, estamos planejando sair, os dois casais, para comermos fora. Quando já estamos em uma casa, vejo que uma das grandes telhas quadradas é retirada e eu posso ver o homem que a retirou.

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Ratos do Desafio

Junho 24, 2008

Não me lembro de nada antes, nem depois. Apenas que de repente, olhei para os dois ratos que estavam entre um muro de pedras grossas, de meia altura, e uma grade logo acima, que quase sumia em meio a uma vegetação que a cobria.

Neste momento recordei do desafio, e decidi executá-lo. Peguei então os ratos pelos pescoços e aproximei-os de mim dizendo: “Quem sou Eu?”, ao que nada responderam. Senti-me frustrado, mas não desanimei e perguntei novamente, desta vez com um tom levemente mais forte: “Quem sou Eu?”, mas ainda assim, nenhuma resposta foi dada. Elevei então a minha voz para aquelas criaturas insignificantes que ousavam não responder minha pergunta – “Quem sou Eu ?”.

Uma delas, não me recordo qual, disse: “Você é aquele que apaga a luz quando vai dormir.”.

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Refinaria em Chamas

Junho 23, 2008

A refinaria estava em chamas, e eu estava do lado de fora, olhando por uma grade de metal. As esferas também estavam cobertas pelo fogo, e as pessoas tinham medo que elas explodissem. Começamos a lançar jatos de água com canhões móveis, que iam alto o suficiente para atingir as esferas e outros tanques. Quando percebi, tudo estava apagado. À minha esquerda, talvez no lugar da antiga tancagem de álcool surgiu um novo foco em dois pequenos tanques. As labaredas subiam pelo costado. Atravessei então o portão, e tomei uma mangueira das mãos de uma mulher desconhecida que eu pensei não ser preparada ou capaz de realizar o combate. Empurrei-a, tomei a frente como único homem, e logo apareceu um garoto de talvez uns 13 anos, que passou a ser o segundo homem. Arrastei a mangueira na direção dos tanques com o bico já aberto e com o jato esguichando. Percebi que tinha que fazer muita força para andar, e gritei para o garoto qualquer coisa, para que ele ajudasse a deslocar a mangueira e não fizesse mais peso. Eu disse às pessoas para que jogassem água à medida que se afastassem do fogo para criar uma barreira contra ele. O fogo dos tanques foi apagado.

Eu vejo Tebas chegando e o cumprimento. Conversamos um pouco, mas não me lembro de nada. Quando percebo estamos em uma sala de aula, monitorados por alguém desconhecido, fazendo uma prova fechada de quatro questões. Respondi apenas uma das questões, a segunda eu acho, e copio as outras da prova de Tebas.

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Lugar Maldito

Junho 23, 2008

Lembro me de já ter tido este sonho há bastante tempo, ou pelo menos um que o precedesse. Mas esta sensação me ocorria vagarosamente à medida que percorria as veredas horríveis daquele lugar amaldiçoado. Quando dei por mim, após vários fatos estranhos, estava meio que acordando. Algumas pessoas estavam a minha volta, talvez duas dúzias delas. E a meu lado uma pessoa conhecida. Não recordo de muitas palavras. Do alto da torre era possível ver lotes, às vezes vagos, ou com pequenas construções em destroços. Num destes, um homem violentava uma mulher desnuda. Tudo era cinzento, fosco. Eu não tinha uma noção exata de coisa alguma. Tudo estava enevoado, e minha consciência era baixa. Estava assistindo a tudo em primeira pessoa, sem qualquer personalidade ou atitude. Mas eu sabia que nada daquilo era bom. Que estávamos todos em uma masmorra novamente, e que infelizmente eu já havia passado por aquilo, naquele lugar. De alguma forma eu sabia.

Quaisquer criaturas, ou pessoas talvez, nos empurraram para que descêssemos até o solo. Eram guardas a receber-nos como foragidos, prisioneiros. Mas nenhum de nós estava acorrentado ou preso de verdade. Apenas nos sentíamos indefesos diante de tudo, confusos e fracos, como se tivéssemos acabado de acordar de um longo sono, com nossos corpos despreparados para responder às ameaças, e nossas cabeças atordoadas diante do ambiente dantesco. Daí em diante quase tudo se apaga, talvez felizmente para mim, e quando as cenas novamente se desenrolam, eu corro tanto quanto posso. Em meio a arbustos, por vielas íngremes e secas próximo a um grande vale como que escavado, largo e com seu fundo plano, poeirento. Neste caminho pergunto a um homem sujo como todos aqui, se ele conhece quem eu procuro, e digo como ela é, baixa, magra com cabelos negros. Ele diz com seu jeito tosco e grosso que já viu alguém parecido, e aponto para as ruínas na direção do vale.

Esgueiro-me entre os marcos sem portas. Olho rápido dentro de cada cômodo e tudo exala luxúria e nojo. Embora pareça apenas um bordel, eu sei que se prestasse atenção, não suportaria nem mesmo respirar naquele lugar, era preciso ser rápido ao estar ali. Tudo poderia me contaminar, tirar minha consciência e então eu me perderia. Continuo a vagar entre os quartos até que no fundo de um deles, no escuro vejo uma mulher prostrada. Tão torpe ela estava que não poderia se levantar. Ela não possuía mais a forma humana, sua cabeça era quadrada, como se tivesse sido prensada e inchado muito. Não era capaz de juntar palavras. Tudo que a cercava estava podre e morto, ela também de certa forma. Acho que um homem que estava no quarto saiu assim que entrei, mas não o vi diretamente. Não senti cheiro algum, não senti nojo diretamente, mas eu estava num estado especial, e sabia que estava lá para fazer algo.

Deitei-me a seu lado numa espécie de tapete ou colchão que parecia ser mais um grande animal morto, uma carcaça coberta de vermes. Uma substancia gelatinosa cobria este colchão, e também parte do corpo nu desta mulher que eu procurava. Ninguém jamais suportaria estar neste lugar, a não ser que não fosse mais humano, e ela não era, há muito tempo.

Eu não estava triste, eu estava fazendo aquilo que eu tentava desde que havia chegado naquele lugar, eu tentava sair de lá. E por muito tempo não pude já que não poderia deixar esta mulher, agora despida de qualquer humanidade, sozinha neste maldito mundo de sombras. Fiz um sinal para o homem que agora estava de pé junto à saída do quarto, o sinal de uma arma disparando. Não vi a arma chegar à minha mão, a esquerda eu acho.

Ela estava calma, mas ainda balbuciava murmúrios como um animal. Então, só me lembro de sentir ou imaginar o disparo, apenas um disparo, contra nossas cabeças.