Manhã de ontem, acordei e me recordava bem.
Estava na refinaria, e iria treinar a unidade de tratamento de águas. Outro operador, Ton* estava me acompanhando e passamos na rua em frente à unidade 40. Vejo o SGT Far* que está verificando alinhamentos na tubovia para sua unidade ( ele não trabalha lá ), eu brinco com ele que responde em tom meio sério, meio brincalhão.
Dentro de uma sala, o operador Wa* retira o corpo de uma bomba, e eu posso ver dentro dela um vão como a seção de um cilindro fosse cortada em V. Um rapaz, terceiro, irá realizar um trabalho em uma de duas outras bombas nesta mesma sala, que estão perpendiulares à primeira, e há hastes com as botoeiras ao lado.
Eu vejo uma das bombas ser bloqueada e o rapaz se aproximar dela, a que fica mais à esquerda de onde estou agaixado, perto de alguém. Digo que essa situação é perigosa, que mesmo com uma das bombas bloqueada, a outra ainda pode ser acionada, e simulo bater na botoeira da bomba para esclarecer o perigo. Assim que faço o gesto, a bomba começa a girar e eu apenas posso ver lateralmente que o trabalhador é subado pelo rotor e vai ser estraçalhado por ela.
As pessoas na sala entram em pânico e eu automaticamente saio correndo da sala, sigo pelo corredor à esquerda e desco um vão de escada também à esquerda próximo. Encontro com alguns empreiteiros que me perguntam oque aconteceu. Um deles olha para o corredor e vê o pânico enquanto digo que alguém se acidentou gravemente. Começam todos a correr em direção à saída do prédio. Saio também emseguida, e lá fora, o pavor é maior do que eu imaginava, parece que algo ainda mais grave aconteceu. Alguém me pergunta e eu percebo que tudo tem a ver com uma revolta dos terceiros contra os primeiros, e parece que o motivo é a diferença de salários.
Os terceiros começam a nos atacar. Eu subo na lateral de um prédio o mais rápido que posso. Me seguro em umas cordas de metal que estão dependuradas do alto do prédio e me balanço o máximo possível para não ser atingido pelos tiros. Todos correm na direção do portal 1. Bastante assustado eu sigo na direção da saída e percebo que estão atacando a portaria, estão incendiando-a.
Alguns operadores do meu setor estão próximos aos seus carros. Me aproximo também, vejo Ton* entrar num deles. Eu também entro no meu carro mas ele não liga de primeira, e mesmo depois de ligar, ele falha várias vezes enquanto tentamos fugir do local e voltar para a casa de operação.
Chegando lá, eu olho de volta na direção do P1 e vejo as chamas. Mostro para as pessoas e elas olham também, o fogo está muito alto, há uma imensa coluna de fumaça que sobre várias dezenas de metros.
Um transexual negro e alto força E* e T* a fazer S.O. com eles, e vem na minha direção. Eu reajo, penso em uma forma de derrubá-la. De repente, ele some.
Há uma válvula pressurizada, esguichando gasolina e parece prestes a explodir. Devido a uma pequena explosão eu atravesso de umsalto uma construção por entre duas portas.
Há um manyfold com 4 válvulas acima de um fosso com água, e eu sei que tenho como alinhar água para uma dessas válvulas. Bloqueio então a válvula que alinha a gasolina que imediatamente para de esguinchar. Bloqueio a válvula que alinha o diesel na direção do ponto A, que está em chamas e alinho a água para a sucção da bomba que envia o diesel para o incêncio.


